Dia 26 de Cerridwen do ano 131 N.E (Nova Era)
Assim
como todos os dias de Cerridwen tenho que acordar cedo para cuidar do plantio
das minhas ervas, legumes e frutas para conseguir sobreviver o inverno que a
cada ano se tornava mais intenso na região que eu morava, apesar do pântano ser excessivamente úmido e abafado a maior parte do ano, a floresta mais ao norte
me permitia fazer um plantio agradável que durava até o próximo mês fértil que
demoraria um pouco. Apesar de muitos acusarem as bruxas de apenas andar à noite
ninguém entende que na verdade, com o passar dos anos, o Sol se torna muito
agressivo a nossa pele e nos traz um incômodo imenso ficar sobre ele muitas
vezes ao dia, por isso usamos muitos tecidos grossos e escuros que ao menos
alivia a sensação de queimação. O dia começou cedo como já deu para entender,
Rony e Vini já tinham chegado de suas cavernas, não expliquei quem eles são né?
Bom, Rony e Vini são dois irmãos ogros que trabalham para mim, suas vidas são
dedicadas ao serviço das bruxas. Ogros possuem uma dívida eterna com as bruxas,
na Primeira Era quando os homens tinham o pavor de tudo que era diferente (acho
que até hoje) e buscavam eliminar tudo que era ‘impuro’ ao conceito deles os
ogros foram quase extintos da face da Terra, então, o rei deles, Orgon, buscou
o conselho supremo das bruxas onde hoje já não existe mais e implorou a nossa
ajuda, conseguimos acabar com as legiões de guerreiros que invadiam as
florestas em busca de cabeças de ogros pelas altas recompensas que os reinos
davam e salvamos a terra sagradas para os ogros, e como forma de retribuição
todo o ogro nascido após a última luta contra legiões de humanos deve ser
encaminhado a uma bruxa onde deverá defendê-la com sua vida até que ela seja
morta ou o dispense, como eu já havia prestado outro tipo de serviços a Orgon
fui concedido com dois ogros gêmeos, que apesar de Rony ser cego do olho
esquerdo e Vini do olho direito, os dois conseguem trabalhar bem juntos e
quebram cabeças de humanos e de outras criaturas com uma facilidade de dar
gosto.
O pântano sempre foi de minha propriedade, mas com a redução gradativas de florestas nos últimos anos sofri com invasões de outros seres mágicos que perderam os lares e desde então organizo um encontro semanal de todos os seres falantes para analisarmos de como podemos resolver ou se adequar a situação que vivemos atualmente.
‘Eles já estão esperando’ – Disse Rony dirigindo-se a mim pedindo para eu largar o cuidado das plantas para ir a reunião do pântano. Coloquei meu sobretudo escuro padrão que raramente largo mão e fui me dirigir ao centro da floresta ou como dizem os contos imaginários ‘ao lado mais sombrio da floresta onde a luz do Sol não alcança’, no qual não me incomodo e o conselho acredito que também não se incomoda com isso. Cheguei por lá os representantes das diversas etnias e raças já estavam presentes, entre eles se encontravam os temidos goblins, criaturas esverdeadas que se camuflavam muito bem pelo pântano e foram responsabilizados de serem batedores e relatar tudo que acontecesse internamente pelas redondezas do meu domínio, eu não preciso me preocupar muito com eles pois a magia deles não passam de um xamanismo baixo e sua força física também não era de se vangloriar, o único porém é que eles são muito rápidos e se reproduzem em um nível respeitável, eles eram a maioria da floresta e estavam sendo representados pelo líder Ktur, o shaman da tribo que leva o mesmo o nome e foram eles que convocaram a reunião onde afirmavam que os humanos da cidade próxima estavam planejando um ataque ao pântano para “purificar” as minhas terras.
Entre patas e presas se encontravam também: Orcs, Trolls, Elfos decaídos, Imps e pelo fato de muito sangue ter sido derramado pelas terras havia um Lich e vários espíritos que foram aprisionados nas florestas por Paladinos que temiam uma possessão em massa nas cidades das redondezas “Ktur viu fedidos andarem com tochas, eles querem madeira, querem ficar quentes no inverno, Ktur viu a floresta morrer”. Ktur utilizava uma máscara tribal que segundo suas crenças lhe fornecia poder e a visão sobre o futuro, mas como toda profetização é aceitável que Ktur esteja equivocado ou tenha feito uma interpretação errado pelas suas observações apesar que o movimento exterior tem sido intensificando ao longo dos tempos. “Ktur viu sangue, sangue Goblin, sangue fedido, sangue mágico.” Ele não poderia estar certo, uma guerra nessas horas daria muito trabalho e até conseguirmos outro local para se refugiar seria tarde demais.
Antes de me pronunciar um goblin caminhou a frente, porém seus olhos estavam azuis brilhantes como se tivesse sido possuído, percebemos ali que o Lich iria se pronunciar à respeito já que sua forma de comunicação foi limitada a possessões temporárias pelos Paladinos que previamente baniu os espíritos para o pântano. Goblins costumam andar envergados para frente, com as duas pernas dobradas e sempre prontos para correr ou lutar, mas o goblin estava reto e começava a flutuar no centro do círculo envolto por uma áurea azul e começou a pronunciar com uma voz que parecia um coral de duas vozes dissonantes. “ A floresta deve ser protegida a todo custo, porém um ataque direto seria patético e nos deixaria expostos a eliminação imediata, e mesmo que temos conhecimento da área não nos permitiria durar por mais tempo aqui. Mas há uma solução definitiva para os nossos problemas, se tivéssemos corpos humanos poderíamos viver entre eles sem qualquer tipo de suspeita, não precisaríamos se preocupar em esconder, fugir ou lutar e como vermes, nos iríamos aproveitar de toda sua riqueza, de toda sua energia e iríamos crescer dentro deles até que em um momento certo, seríamos tão poderosos que acabaria fazendo deles os monstros e nós os mestres.”
Após o discurso do Lich, o conselho se tornou eufórico, muitos riam, outros gritavam de insanidade, outros começavam a ter delírios e dentre os gritos me pronunciei. “ E como pretende fazer isso? Até onde sei, não há magia que possa fazer isso definitivamente” O Lich sorriu pelo Goblin “ Mas existe, por muito tempo estudei uma forma de podermos nos adequar a uma vida melhor que temos tido por esse longínquo período, mas toda magia é paga por um preço, mas este preço é baixo vendo-se o benefício trago por ela.’’ A cada vez me preocupava essa ideia do Lich, em sua vida ele foi um general humano que aprendeu os caminhos da magia mas se tornou louco e foi “salvo’’ pelos padres das cidades. “E qual seria o preço desse feitiço?” E minha resposta foi “Sacrifício”, até que não era um preço muito alto, poderíamos sequestrar qualquer ladrão, bandido ou gatuno que desse sopa por aí e sacrificaríamos, dei essa sugestão, mas a resposta foi fria como o Lich. “Um coração de um ser humano não basta, o ritual deve ser feito sobre Lua Cheia do mês que vem pois a Magia está mais intensa, mas precisamos de um sacrifício com uma carga energética maior.” – “Lich, seja claro em suas intenções, de que você precisa para fazermos logo o ritual?” E minha resposta foi “ O Coração de uma grande bruxa”.
O pântano sempre foi de minha propriedade, mas com a redução gradativas de florestas nos últimos anos sofri com invasões de outros seres mágicos que perderam os lares e desde então organizo um encontro semanal de todos os seres falantes para analisarmos de como podemos resolver ou se adequar a situação que vivemos atualmente.
‘Eles já estão esperando’ – Disse Rony dirigindo-se a mim pedindo para eu largar o cuidado das plantas para ir a reunião do pântano. Coloquei meu sobretudo escuro padrão que raramente largo mão e fui me dirigir ao centro da floresta ou como dizem os contos imaginários ‘ao lado mais sombrio da floresta onde a luz do Sol não alcança’, no qual não me incomodo e o conselho acredito que também não se incomoda com isso. Cheguei por lá os representantes das diversas etnias e raças já estavam presentes, entre eles se encontravam os temidos goblins, criaturas esverdeadas que se camuflavam muito bem pelo pântano e foram responsabilizados de serem batedores e relatar tudo que acontecesse internamente pelas redondezas do meu domínio, eu não preciso me preocupar muito com eles pois a magia deles não passam de um xamanismo baixo e sua força física também não era de se vangloriar, o único porém é que eles são muito rápidos e se reproduzem em um nível respeitável, eles eram a maioria da floresta e estavam sendo representados pelo líder Ktur, o shaman da tribo que leva o mesmo o nome e foram eles que convocaram a reunião onde afirmavam que os humanos da cidade próxima estavam planejando um ataque ao pântano para “purificar” as minhas terras.
Entre patas e presas se encontravam também: Orcs, Trolls, Elfos decaídos, Imps e pelo fato de muito sangue ter sido derramado pelas terras havia um Lich e vários espíritos que foram aprisionados nas florestas por Paladinos que temiam uma possessão em massa nas cidades das redondezas “Ktur viu fedidos andarem com tochas, eles querem madeira, querem ficar quentes no inverno, Ktur viu a floresta morrer”. Ktur utilizava uma máscara tribal que segundo suas crenças lhe fornecia poder e a visão sobre o futuro, mas como toda profetização é aceitável que Ktur esteja equivocado ou tenha feito uma interpretação errado pelas suas observações apesar que o movimento exterior tem sido intensificando ao longo dos tempos. “Ktur viu sangue, sangue Goblin, sangue fedido, sangue mágico.” Ele não poderia estar certo, uma guerra nessas horas daria muito trabalho e até conseguirmos outro local para se refugiar seria tarde demais.
Antes de me pronunciar um goblin caminhou a frente, porém seus olhos estavam azuis brilhantes como se tivesse sido possuído, percebemos ali que o Lich iria se pronunciar à respeito já que sua forma de comunicação foi limitada a possessões temporárias pelos Paladinos que previamente baniu os espíritos para o pântano. Goblins costumam andar envergados para frente, com as duas pernas dobradas e sempre prontos para correr ou lutar, mas o goblin estava reto e começava a flutuar no centro do círculo envolto por uma áurea azul e começou a pronunciar com uma voz que parecia um coral de duas vozes dissonantes. “ A floresta deve ser protegida a todo custo, porém um ataque direto seria patético e nos deixaria expostos a eliminação imediata, e mesmo que temos conhecimento da área não nos permitiria durar por mais tempo aqui. Mas há uma solução definitiva para os nossos problemas, se tivéssemos corpos humanos poderíamos viver entre eles sem qualquer tipo de suspeita, não precisaríamos se preocupar em esconder, fugir ou lutar e como vermes, nos iríamos aproveitar de toda sua riqueza, de toda sua energia e iríamos crescer dentro deles até que em um momento certo, seríamos tão poderosos que acabaria fazendo deles os monstros e nós os mestres.”
Após o discurso do Lich, o conselho se tornou eufórico, muitos riam, outros gritavam de insanidade, outros começavam a ter delírios e dentre os gritos me pronunciei. “ E como pretende fazer isso? Até onde sei, não há magia que possa fazer isso definitivamente” O Lich sorriu pelo Goblin “ Mas existe, por muito tempo estudei uma forma de podermos nos adequar a uma vida melhor que temos tido por esse longínquo período, mas toda magia é paga por um preço, mas este preço é baixo vendo-se o benefício trago por ela.’’ A cada vez me preocupava essa ideia do Lich, em sua vida ele foi um general humano que aprendeu os caminhos da magia mas se tornou louco e foi “salvo’’ pelos padres das cidades. “E qual seria o preço desse feitiço?” E minha resposta foi “Sacrifício”, até que não era um preço muito alto, poderíamos sequestrar qualquer ladrão, bandido ou gatuno que desse sopa por aí e sacrificaríamos, dei essa sugestão, mas a resposta foi fria como o Lich. “Um coração de um ser humano não basta, o ritual deve ser feito sobre Lua Cheia do mês que vem pois a Magia está mais intensa, mas precisamos de um sacrifício com uma carga energética maior.” – “Lich, seja claro em suas intenções, de que você precisa para fazermos logo o ritual?” E minha resposta foi “ O Coração de uma grande bruxa”.